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 João António Fernandes Alves

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Ensaios

 

 

Quando fazemos está feito
Quando não fazemos continua feito
Porque ...elas existem

Vem de antigas calçadas
Por alguém começadas
Por nós continuadas
E não serão aguas passadas

Uma vez vistas
Começam azacatos
Mas não vistas
Continuam os boatos

Quando o são
Só se confirmadas
De o ser deixarão
Se forem camufladas

Se agora são visões
Outrora já o foram
E continuarão a ser
Ao longo das gerações

A escuridão, é
De difícil acesso
A claridade
Provoca o excesso

Mal ou bem
O que serão?
Mal, para alguém
Até que se inverta a situação

Chega-se à mais lógica conclusão
Com os boatos e maneiras elas apareceram
E com elas padecerão
Mas até lá, e indiferentes as circunstancias
Elas continuarão
Bem ou mal faladas
Intervindo a escuridão
Feitas ou não feitas
Dita pela opinião
Sendo ou não sendo
Pelo sentido da visão
E se se pergunta um dia
Ninguém sabe o que são
Porque nos indica a consciência
Que à nossa porta tocarão

Criadas pelos nossos avós
E por vós continuadas
Era de má fé, se por nós
Fossem acabadas.

Passamos por eles
Sem qualquer significado
Manifestam-se no futuro diário
Para nos passarem qualquer recado
Se assimilar-mos bem a lição, de futuro
Diário a presente passarão, acabando por ser passado
Excluindo-se esse mesmo da questão
E da mesma ficarmos com o bom lado
Do mesmo mal, por duas vezes, só os burros passarão.

Se os dás ...
Tens de os receber
Como tal não os dês
Para tal não acontecer

Só da tua .....
Usarás
Para consumo próprio
E não te enganarás
Se a transmites de mais para menos
Mau uso dela farás
Iludes-te iludindo
E nunca assentarás
Pois inversamente falando
Da do próximo não te servirás
Porque a validade da coisa
Só de ti a arrancarás
Perdendo-a rapidamente
Se voltares ..lá para trás
E de ti para ti mal servido
Ficarás.
Mais experiência
Menos conselhos


Sou e não sou
Existo mas não desisto
Porque estou e não estou
Na pele que teve Cristo

Em pouco fez-se muito
Em muito não se fez um pouco
Porque tentar e ser fortuito
Classificas-te muito louco

Se da morte escapares
Na loucura ficarás
Vistos pelos olhares
De quem nunca mira atrás

Se a gloria não chegar
Não procures apressa-la
Chegará para perturbar
Quem nunca quis mira-la


Inventada......
Talvez por quem xadrezava
Quem, talvez, não esperava
Morrer na sua jogada

Surgem-me ideias vagas, porque penso profundamente.

O vazio de qualquer coisa está sempre cheio de nada.
Por nada, que eu tenha, ando sempre de saco cheio.

O único sentido da posse é o medo de Perder.

O nosso mais mínimo movimento de liberdade
Cimenta características da nossa personalidade.

Para problemas resolver, enfrenta-se a verdade
Problemas por assim dizer, só se não houver personalidade.

Sem pensar não se atinge, o que pensando... é inatingível.

Pensa-se para actuar, mas só actuando é que se consegue pensar.

Se considerar-mos que vamos morrer pensamos logo em viver.
Mas há que considerar que haveremos morrido por termos vivido.

Só sei o que sei, porque sei bem o que não sei

Pensando em ti
Vejo claramente
O que vendo, sinto
E o que sentindo, penso

Neste momento sou um barco encalhado
Espero a todo o momento uma subida da maré.

Para se ganhar no jogo
Dependemos do factor sorte
Compatibilizado com o amor
O sentido é mais forte
Acredito na sorte de principiante
Não ao jogo que perdi
Mas no amor sai triunfante
Quando a ti te conheci

Por ninguém me apaixonei
Para tal não insisti
Mas quando em ti me fixei
Ao amor não resisti
Na sorte de principiante ganhei
E apaixonei-me de ti

Antecipando Qualquer razão pela qual lutamos
Perdemos a luta mesmo que razão tenhamos.

Sentir por prazer aquilo que se detesta
É querer e fazer o que para nós presta


Aceitar factos mesmo
Concretos ou abstractos
Não implica que não argumente o porque
Da veracidade desses factos
Factos contar o amor
Argumentam-se com ventura
Deixar o belo da vida
Por factos sem argumentos
Leva um homem à loucura

O impossível
Tornou-se possível
Porque existe uma possibilidade
Quando existe
Não há impossíveis
A mínima
Origina grandes hipóteses
Da inexistência de impossíveis
Qualquer impossível
Tem o mínimo de possível
Sem o qual
A vida era impossível
Mesmo a morte
Tem a possibilidade da vida
Se a considerar-mos impossível
Tira-se –lhe a pequena possibilidade
Se se tira a vida
Temos uma morte impossível
Porque a possibilidade da morte
É a vida

Momentos
Que fazendo parte da vida
Não se identificam como
Parte de um mesmo todo
Sem sentido, talvez
Com algum significado
Reais imaginários, surgem
Momentaneamente, por
Causa sentida e vivida
Nas fracções de tempo sem
Tempo nem medida
Que , é algo de partitura
Rígida, quase impossível
Algo que é um todo
Único e fixo
Desintegrando-se em partes
Causadas por parte
Da desintegração
Parte fraccionária
Da fracção
Única e variada
Múltipla e simples
Variando unicamente
Nos momentos simples
De multiplicidade da
Mesma unidade

Improvisar na vida
Torna-se mais fácil, quando ela é difícil

Se quebrados os
Deveres morais psíquicos
Impostos por ideais sociais
Fica um pau de dois bicos
Um dos quais são marginais

Em pontas oposta
Ideais e marginais
De uma ponta a outra
A vida é muito mais

Viver nas pontas
O medo de cair é constante
No final de contas
O inter pontas é triunfante





Lamentavelmente
Ocorrem coisas que só se lamentem por não se lamentarem antes de terem ocorrido
Pois nada acaba sem antes ter começado

Dias, tantas vezes iguais
Iguais a tantos outros já vividos
E por vezes esquecidos, pois
O vivido passa a passado
Passando este ao esquecimento
Esquecimento quebrado
Pelo presente diário que
Nos recorda um passado
Apetecido, esquecido e vivido
Novamente e ciclicado

Tentativas, conseguidas, de
Dar uma diferença à igualdade
Dos dias, uma igualdade que
Marca a diferença, pois
Na semelhança das coisas é
Que elas estão.
Conseguidas quando
Motivos marcam datas
Motivos marcados idealmente
Por marcas sociais
Que uma vez datados
Passam a ser comemorados

Enfrenta-se então
Como hoje, e
Porque não;
Dias iguais, e
Diferenciados
Por marcas sociais
Como é exemplo o dia dos
Comerciantes
Perdão namorados.

A segurança da vida, socialmente está imposta por bens
E individualmente na evitação dos males

Felizes totalmente, só os masoquistas são
Pois o lado bom das coisas da vida, também faz sofrer

Idealizamos, mas não identificamos, o mundo em que vivemos.

Vitalmente o mundo idealizado não tem significado, pois não tem identidade porque a vida é identificada ...com a morte.


Insegurança só
Por não sentir segura a confiança

Chateio-me por não saber a razão que me traria uma grande chatice

Pormenores sem importância, que a ganham, depois de uma encenação desnecessária
Que teria mais significado se fosse encenada inversamente e traria firmeza a uma
Confiança que é cimentada simplesmente através desses pormenores, que fazem parte
Sem significado imediato mas significando muito, da vida e da confiança na vida.

Orientar o passado para um futuro mais presente, sem esquecer o agora.

Orientar os desorientados sem desorientar os já orientados, para organizar um mundo
Em crescente desorganização sem se desorganizar.

Sem questionar obtém-se respostas sinceras, que se forem questionadas têm uma forte tendência a serem falseadas.
A dificuldade consiste em arranjar a questão adequada para a resposta que foi dada sem ser questionada, pois em tais circunstancias a deturpação é uma constante variando com as mentalidades e se lhes dermos importâncias imediatas nunca chegamos a conclusões exactas. Mas a verdade está lá.

Da que eu gosto, gostava , que gostasse do gosto que eu tenho, que todos gostem de mim.

Quanto mais perto vejo o fim, mais de perto vejo o principio da inutilidade desse mesmo fim, e sem mais me certifico de que, que quando a inutilidade está no principio, quando se chega ao fim não se consegue evita-la e poderei questionar
Se é um principio inútil qual a utilidade do fim? Pois utilizar a inutilidade mesmo que seja no fim não a valoriza-mos nem a tornamos utilitária
O fim útil de um inútil é nunca chegar ao fim

Quando andares no mar, nadarás em terra e andarás nela como quem anda na lua.

Conhecer o passado para viver o presente e prever o futuro

Deixaria de pensar no que não penso, se o que penso fosse único e o que não penso não existisse.

O pensamento não tem limites, mas há limites que nunca são ultrapassados, por vários factores, pelo pensamento

Nunca houve ou haverá simbiose do homem com outro animal. E a única simbiose criada pelo homem é a homem / maquina

A disponibilidade encontra-se parcialmente ao acaso. A ocupabilidade encontra-se totalmente provocada.
J.A.

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Tanto querer e nada Ter
M.C., 11 de Janeiro de 2003

A vida esta repleta de emoções, não aparecem por acaso, somos nós que as construímos dentro de nós!
Um dia quando tudo parece estar acabado, surge o céu azul como nunca a chamar a vida!
Lutamos contra os sentimentos por situações banais da vida e no fim correm lágrimas amargas pelos rostos pálidos dos seres.
Queria poder ser feliz...mas nunca serei...tudo o que quero sempre foi muito difícil de alcançar...quando ganho as batalhas, então aí nessa altura fujo com medo de não saber abarcar a felicidade.
Só quem não tem sentimentos consegue continuar em frente, eu sei que sim, não me digam que não.
AMOR...ESTOU AQUI E QUERO VIVER!
 

 

 

 
 

Vivi sem saber, vivi a valer
Vivi por viver, vivi sem temer
Sem saber fui vivendo o que a vida valia
Por viver fui vivendo e a vida não temia
Vivo sabendo, valendo-me do que vou vivendo
Vivo para viver, vivo temendo
Sei, e não vivo, tudo aquilo quanto queria
Vivo e temendo, vou vivendo, o que antes não temia
Viverei para saber, viverei a valer
Viver pois viverei o que na vida aparecer
Saberei para viver o que a vida oferecia.
Sem temer, e por ti, viverei, por viver, até um dia.
J.A.

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